quarta-feira, 15 de abril de 2009

Nada é só o que é

Pensar na minha relação com a escrita,me faz pensar que quando escrevo nada é só o que é,porque eu venho de uma família com mãe professora mas a minha casa não tinha livros e a cidade pequena nem tinha livraria.
E eu gostava de escrever no meu diário aquelas confissões de adolescente e gostava de escrever cartas para o meu irmão que já não morava mais lá e ainda gosto de escrever cartas bem comoventes e até ridículas de tão sensível a problemática alheia, que eu pareco ser,porque não me considero.Então de onde vem isso?Esse desejo de parecer sem ser?
Daí eu volto lá pra minha casa na infância e me vejo ouvindo sempre boa música e gostando muito.A palavra cantada é a minha biblioteca com várias prateleiras...Meu pai me trouxe esse presente.
Nessas prateleiras eu às vezes encontro o choro,às vezes o canto,às vezes a dança e às vezes a palavra que parece a certa e às vezes o silêncio.E é sempre bom.Não consigo ainda dar o tom liríco que eu gostaria muito de encontrar,mas eu chego lá.

Um comentário:

Márcia Fortunato disse...

Adriana, como é bom ler seus textos...
Beijo, Márcia.