Susan Sontag nos conta que para ela é impossível dissociar leitura e escrita. Quanto a mim, digo o mesmo.
Para escrever fico pensando durante algum tempo sobre um assunto, matutando idéias, frases, palavras, pensamentos... Procuro ler novidades ou reler algo que minha memória me diz que será esclarecedor ou enriquecedor para a elaboração de novas idéias. Todos os meus sentidos ficam voltados para essa função.Por exemplo, estava eu pensando como relatar minhas estratégias neste texto, quando ouvi no rádio uma música que dizia assim: "a palavra não fala, eu me reconheço quando escrevo..." - a palavra cantada sempre me atrai e estimula. Uma palavra sozinha não tem a força do conjunto. E quanto a me reconhecer quando escrevo, eu acrescentaria que também me invento, assim como invento ou reconstruo personagens ao meu redor.
Já acordei de madrugada e anotei uma frase que me veio a cabeça, para não perdê-la. Sempre releio, reviso e reescrevo durante todo o processo de transposição do que passa pela minha cabeça para o texto escrito e muitas vezes este segue por caminhos que eu não havia imaginado.
Então é como disse o João Cabral de Melo Neto, um texto vai se tecendo na medidda em que vamos juntando a idéia com a informação recente, mais a memória de longo prazo, mais o cuidado com a forma e mais a percepção de a quem se destina, diferentemente da leitura, que pertence somente a mim e enquanto leio faço anotações e resumos de acordo com a complexidade do texto e de minhas necessidades.
Disse Nélida Piñon: "assim enlaço os temas possíveis para melhor me entender, para subsidiar os recursos da memória, que me abastecem com a habilidade de recordar os feitos ocorridos hoje, ontem, há milênios, que julgo meus, da minha esfera tribal."
Já acordei de madrugada e anotei uma frase que me veio a cabeça, para não perdê-la. Sempre releio, reviso e reescrevo durante todo o processo de transposição do que passa pela minha cabeça para o texto escrito e muitas vezes este segue por caminhos que eu não havia imaginado.
Então é como disse o João Cabral de Melo Neto, um texto vai se tecendo na medidda em que vamos juntando a idéia com a informação recente, mais a memória de longo prazo, mais o cuidado com a forma e mais a percepção de a quem se destina, diferentemente da leitura, que pertence somente a mim e enquanto leio faço anotações e resumos de acordo com a complexidade do texto e de minhas necessidades.
Disse Nélida Piñon: "assim enlaço os temas possíveis para melhor me entender, para subsidiar os recursos da memória, que me abastecem com a habilidade de recordar os feitos ocorridos hoje, ontem, há milênios, que julgo meus, da minha esfera tribal."






